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Opinião – A mãe gentil e o diabo debaixo da saia

”O povo não quer enganação. A gente quer casa, comida, educação, lazer, e dignidade. Ah!! E liberdade, acima de tudo. Constituição acima de todos”

Nesta brincadeira eleitoral que ninguém sabe para onde vai levar o transatlântico Brasil, o que se percebe é que a mãe gentil, pátria amada, esconde um diabo debaixo da saia. O diabo furta cor é vermelho e verde e amarelo. Pode até virar azul. O que ninguém ainda entendeu é quem controla e organiza esse processo. Uns dizem que é obra de Deus. Outros afirmam que é o diabo obrando nos filhos deste solo. De concreto não sabemos o que o futuro próximo nos reserva. O diabo furta cor opera com maestria o arrebatamento das emoções paixões, fúria e desalento. O que sobra são palavras chaves. Chavões . Afinal quem vai efetivamente aplicar o nosso dinheiro nas crateras rodoviárias, no saneamento básico de metade do território urbano nacional e nos direitos fundamentais de segurança pública, educação dos brasileiros, crianças , adultos do futuro , e adultos do presente. Quem vai dar um basta no genocídio nas favelas maquiadas de comunidades e na matança que persiste nos hospitais públicos infestados por ratos, baratas, sem médicos e sem remédios. Quem vai pagar finalmente salários decentes a professores e médicos em carreiras de estado estáveis. Por enquanto só ouvimos falar de ajustes, privatizações, negócios e investimentos. Urubus rondando carniça. Quem vai escolher o novo Presidente da República? A população e suas demandas ou fundos de investimentos internacionais.? É preciso clarear o que se pretende fazer com, e no Brasil. Avançar com as conquistas sociais advindas dos anos 70 até os dias de hoje, com a emergência consolidada de uma sociedade de massas, e aprofundar a adoção necessária de políticas públicas afirmativas dos direitos naturais dos historicamente desfavorecidos, ou retroceder ao apartheid social e econômico que sobreviveu ao getulismo e gerou o monstrengo chamado Belíndia. A Belíndia que foi motivo de tantas conferências e discussões nos meios acadêmicos civis e militares na década de 70, principalmente na ESG. Até aqui é família acima de tudo e Deus acima de todos, por um lado, e “soberania e democracia popular” –bolivarianismo-, do outro. Uma campanha furtiva, sombria e obscura, para quem tem um minimo de massa encefálica. É esta massa encefálica de sectarismos ideológicos o que prevalecerá ou o caminho do meio, inclusivo de toda a sociedade e visando o bem comum de todas as raças, ,credos e culturas que conformam o cadinho único e original que formou e continua formando nossa nacionalidade tropical ? Uma guerra no planeta dos macacos entre orangotangos e babuínos. Não resta muito tempo para esclarecer a quem de direito, os eleitores, No mais é blá, blá ,blá e tá, tá, tá, e a violência da laranja mecânica dos desvios de pensamento, que se incrustaram como mofo no mundinho acadêmico e intelectual brasileiro, ,com a divisão do mundo real no compasso retrógrado de esquerda e direita. A lavagem cerebral da juventude via ocupação gramsciana de todos os espaços da educação e da cultura. Colégios e Universidades. Sem discussão. Sem pensamento crítico. Sem pensamento livre. Folha de São Paulo, Estadão, Rede Globo e Veja. A desinformação geral. O povo não quer enganação. A gente quer casa, comida, educação, lazer, e dignidade. Ah!! E liberdade, acima de tudo. Constituição acima de todos.

 

 

 

Por Miguel Gustavo de Paiva Torres é diplomata.

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