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Economia

353 agroindústrias familiares começam a operar a partir de março em MT

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Serão implantadas farinheiras, resfriadores de leite beneficiadoras de arroz e milho, entre outros

Finalizando uma das etapas do programa das agroindústrias familiares, serão entregues no dia 20 de março, equipamentos para 353 agroindústrias familiares em 138 municípios do Estado de Mato Grosso. Recursos provenientes da Emenda de autoria do senador Jonas Pinheiro (falecido em 2008), na ordem de R$ 13 milhões, do Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Agropecuário (Prodesa).

O montante será aplicado na construção de bases físicas e aquisição de equipamentos. O engenheiro agrônomo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Márcio Gaio, que participou da elaboração dos projetos, ressalta que os agricultores familiares estão agregando valor com a industrialização de seus produtos.

Conforme Márcio, foram elaborados projetos para implantação de aproximadamente 200 resfriadores de leite, 49 farinheiras, beneficiadoras de arroz e milho, frigorífico para abater peixes, fábrica de ração, processamento de cana-de-açúcar, casa de mel, empacotadora de café orgânico e outros. Cada empreendimento deve atender no mínimo 10 famílias. Essa é uma experiência de aplicação de recursos não reembolsável que vem atender a real demanda dos agricultores familiares. “A demanda está entre as duas maiores cadeias produtivas, a do leite e mandioca”, esclarece Gaio.

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder) é a coordenadora do Programa auxiliando na execução, construção da base física e responsável pela entrega dos equipamentos no interior do Estado. Os técnicos da Empaer elaboraram o projeto e agora vão prestar assistência na implementação da agroindústria. Participam, também, as prefeituras municipais, associações, cooperativas e organização de agricultores.

Para participar do programa é necessário ser produtor rural e fazer parte de uma associação. Para implantação de uma agroindústria a ação deverá ser coletiva e contar com a participação da comunidade no processo. Os interessados podem procurar o escritório da Empaer mais próximo de seu município. “Com o funcionamento das agroindústrias vai permitir maior renda e qualidade de vida para o agricultor familiar”.

(Fonte: Sefaz)

Economia

Brasil paga a tarifa de celular mais cara do mundo

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O consumidor brasileiro continua a pagar a fatura mais cara do mundo pelo uso do telefone celular, de acordo com o índice de Paridade de Poder de Compra (PPP), apesar de estar gastando menos de sua renda com esse serviço. É o que mostra a União Internacional de Telecomunicações (UIT) numa comparação entre 159 países.

De 2008 para 2009, o preço da tarifa do celular no Brasil caiu 25%, da banda larga 52% e da telefonia fixa 63%, levando em conta a renda per capita, que aumentou. Mas o relatório da UIT mostra que esses custos continuam elevados e representam “sério obstáculo” ao acesso e desenvolvimento das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) no país. A utilização de TIC aumenta no mundo, enquanto os preços caem. A demanda é mais forte nos países em desenvolvimento, onde as operadoras devem continuar investindo.

Segundo a entidade, o custo de uso de banda larga caiu 42% no mundo, comparado a 25% para celular e 20% para telefonia fixa. A UIT calcula que 57% das pessoas nos países em desenvolvimento tenham agora acesso a celular, comparado a 23% há cinco anos. Os usuários de celular chegarão a 5 bilhões no fim do ano, segundo a entidade. Nos países desenvolvidos, a penetração é de mais de 100%.

Sem surpresa, a população dos países ricos gasta menos de sua renda, em percentual, para ter acesso a tecnologia, do que os consumidores dos países em desenvolvimento. O índice coloca a Suécia como o país mais desenvolvido em termos de acesso, uso e conhecimento de TIC, seguido por Luxemburgo, Coreia do Sul, Dinamarca e Holanda. Os Estados Unidos ficam na 19ª posição, atrás da França. O Brasil continua em 60º lugar no Índice de Desenvolvimento de TIC. A classificação é a mesma do ano passado.

O brasileiro continua a pagar mais na comparação internacional, apesar de desde o ano passado destinar menos de sua renda para os serviços de telecomunicações. Um preço-chave, para a UIT, é o uso de internet veloz, que continua a ser um luxo reservado a poucos.

No Brasil, o preço do pacote de banda larga leva em conta o custo da assinatura e ficaria em média em US$ 34 em paridade de poder de compra (PPC), comparado a US$ 7 em Israel e US$ 20 nos EUA. A PPC corresponde a taxa de câmbio entre duas moedas, calculada conforme a quantidade de cada moeda que é necessária para comprar um determinado produto e serviço idêntico no país.

No caso do telefone celular, o Brasil fica em 121º lugar entre os 159 países no custo dos serviços. Mas levando em conta a paridade de poder de compra, fica em último. O custo por um pacote de 25 chamadas e 30 torpedos é estimado em US$ 42 por mês, comparado a US$ 1 em Hong Kong, US$ 9,8 na Suíça e US$ 14,6 no México.A taxa de penetração de celular no Brasil está próxima da taxa de oito anos atrás na Suécia, por exemplo.

Para a UIT, isso está claramente ligado aos custos dos serviços no país, apesar da redução na tarifa em 2009. O estudo revela diferenças enormes nos preços entre países. No caso da telefonia fixa, o pacote básico no Brasil custa US$ 13,4 pela assinatura, enquanto no Irã seria de apenas US$ 0,20. A média é de US$ 9 nos países em desenvolvimento.

(Fonte: Mídia News)

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Brasil possui o melhor clima econômico da America Latina

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A economia da América Latina segue em recuperação, revelou nesta segunda-feira (22) o índice de clima econômico (ICE), que aumentou de 5,2 pontos para 5,6 pontos entre outubro do ano passado e janeiro de 2010.
Os dados foram constatados em pesquisa realizada pelo alemão Institute for Economic Research at the University of Munich (Instituto IFO) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
A FGV nota, porém que a economia da região ainda não retornou à situação anterior à crise financeira internacional, uma vez que, em julho de 2008, antes da deterioração da crise, o ISA se encontrava em 5,7 pontos.
Resultados abaixo de cinco pontos indicam “clima ruim”, enquanto desempenhos acima disso são considerados positivos.
Ritmo mundial
Na prática, o ritmo da economia da América Latina acompanha a velocidade de recuperação da economia mundial, após a crise global. O resultado de janeiro, de acordo com as instituições, foi impulsionado por uma melhora na avaliação sobre o momento presente na economia.
De outubro do ano passado a janeiro deste ano, o Índice de Expectativas (IE), um dos dois componentes do ICE, avançou de 3,3 para 4,0 pontos, enquanto o Índice da Situação Atual (ISA) subiu de 7 para 7,1 pontos. Para as instituições, o ISA mostra uma sinalização de otimismo do mercado financeiro em relação às economias latino-americanas durante o primeiro semestre de 2010.
Brasil
Em janeiro, o clima econômico do Brasil foi o melhor da América Latina pela segunda vez consecutiva. Entre 11 países pesquisados, o Índice de Clima Econômico (ICE) do Brasil em janeiro foi de 7,8 pontos, acima do desempenho anterior, de outubro do ano passado, de 7,4 pontos. O resultado também foi o mais elevado entre as nações utilizadas na pesquisa. O índice de clima econômico também é composto pelo índice de expectativas (IE), que passou de 7 para 7,1 pontos entre outubro de 2009 e o primeiro mês deste calendário.
Em comunicado, as instituições comentam que a economia brasileira continuou em ritmo de expansão no primeiro mês do ano, após enfrentar a crise global em 2009. Na pesquisa anterior, o Brasil também tinha mostrado o melhor ICE entre os 11 países pesquisados.
Dentre os países latino-americanos, depois do Brasil, sobressaíram em janeiro o ICE do Chile (7,4 pontos), Peru (7,3 pontos) e Uruguai (7 pontos). As menores leituras ficaram Bolívia e México, de 4,4 pontos cada um, e Venezuela, com 3 pontos.
Bolívia, Colômbia, Equador, México e Paraguai estão em fase de recuperação na economia. Por fim, a Venezuela é o único país da América Latina, entre os analisados, que permanece em recessão na região.
Na medição que considera a média da pontuação dos países nos últimos quatro trimestres, o Brasil ainda permanece em segundo no ranking de clima econômico dos países da América Latina, perdendo para o Peru, que permanece na primeira posição com o melhor clima econômico médio.
A Sondagem Econômica da América Latina é trimestral. Para a pesquisa de janeiro foram consultados 139 especialistas em 17 países.
(Informações da Agência Estado e Valor Online)