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Economia

Inadimplência teve queda de 14,6%

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O comércio comemora a maior queda desde 2008

A inadimplência das empresas brasileiras diminuiu 14,6% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2009, revelou nesta sexta-feira (26) o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas.

De acordo com a entidade, é a maior queda neste critério de comparação desde março de 2008. Segundo a Serasa, a retomada do crescimento da economia em relação ao ano passado explica a inadimplência mais baixa.

Em relação a dezembro, a inadimplência cresceu 3%. “Como perspectiva, espera-se que a inadimplência da pessoa jurídica, no primeiro semestre deste ano, apresente evoluções menores”, prevê a Serasa em comunicado.

Ainda de acordo com o levantamento, o recuo da inadimplência foi maior nas grandes empresas, segmento que apresentou queda de 36,7% em janeiro de 2010 ante janeiro de 2009.

Nas médias empresas a queda foi de 25,7% na mesma comparação e, nas pequenas empresas, o recuo foi bem menor: 12,9%. Isto revela que a queda da inadimplência está mais lenta nas micro e pequenas empresas que, segundo a Serasa, ainda encontram  mais dificuldades no acesso ao crédito em relação às demais.

(Fonte: Folha do Estado)

Economia

353 agroindústrias familiares começam a operar a partir de março em MT

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Serão implantadas farinheiras, resfriadores de leite beneficiadoras de arroz e milho, entre outros

Finalizando uma das etapas do programa das agroindústrias familiares, serão entregues no dia 20 de março, equipamentos para 353 agroindústrias familiares em 138 municípios do Estado de Mato Grosso. Recursos provenientes da Emenda de autoria do senador Jonas Pinheiro (falecido em 2008), na ordem de R$ 13 milhões, do Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Agropecuário (Prodesa).

O montante será aplicado na construção de bases físicas e aquisição de equipamentos. O engenheiro agrônomo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Márcio Gaio, que participou da elaboração dos projetos, ressalta que os agricultores familiares estão agregando valor com a industrialização de seus produtos.

Conforme Márcio, foram elaborados projetos para implantação de aproximadamente 200 resfriadores de leite, 49 farinheiras, beneficiadoras de arroz e milho, frigorífico para abater peixes, fábrica de ração, processamento de cana-de-açúcar, casa de mel, empacotadora de café orgânico e outros. Cada empreendimento deve atender no mínimo 10 famílias. Essa é uma experiência de aplicação de recursos não reembolsável que vem atender a real demanda dos agricultores familiares. “A demanda está entre as duas maiores cadeias produtivas, a do leite e mandioca”, esclarece Gaio.

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder) é a coordenadora do Programa auxiliando na execução, construção da base física e responsável pela entrega dos equipamentos no interior do Estado. Os técnicos da Empaer elaboraram o projeto e agora vão prestar assistência na implementação da agroindústria. Participam, também, as prefeituras municipais, associações, cooperativas e organização de agricultores.

Para participar do programa é necessário ser produtor rural e fazer parte de uma associação. Para implantação de uma agroindústria a ação deverá ser coletiva e contar com a participação da comunidade no processo. Os interessados podem procurar o escritório da Empaer mais próximo de seu município. “Com o funcionamento das agroindústrias vai permitir maior renda e qualidade de vida para o agricultor familiar”.

(Fonte: Sefaz)

Economia

Brasil paga a tarifa de celular mais cara do mundo

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O consumidor brasileiro continua a pagar a fatura mais cara do mundo pelo uso do telefone celular, de acordo com o índice de Paridade de Poder de Compra (PPP), apesar de estar gastando menos de sua renda com esse serviço. É o que mostra a União Internacional de Telecomunicações (UIT) numa comparação entre 159 países.

De 2008 para 2009, o preço da tarifa do celular no Brasil caiu 25%, da banda larga 52% e da telefonia fixa 63%, levando em conta a renda per capita, que aumentou. Mas o relatório da UIT mostra que esses custos continuam elevados e representam “sério obstáculo” ao acesso e desenvolvimento das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) no país. A utilização de TIC aumenta no mundo, enquanto os preços caem. A demanda é mais forte nos países em desenvolvimento, onde as operadoras devem continuar investindo.

Segundo a entidade, o custo de uso de banda larga caiu 42% no mundo, comparado a 25% para celular e 20% para telefonia fixa. A UIT calcula que 57% das pessoas nos países em desenvolvimento tenham agora acesso a celular, comparado a 23% há cinco anos. Os usuários de celular chegarão a 5 bilhões no fim do ano, segundo a entidade. Nos países desenvolvidos, a penetração é de mais de 100%.

Sem surpresa, a população dos países ricos gasta menos de sua renda, em percentual, para ter acesso a tecnologia, do que os consumidores dos países em desenvolvimento. O índice coloca a Suécia como o país mais desenvolvido em termos de acesso, uso e conhecimento de TIC, seguido por Luxemburgo, Coreia do Sul, Dinamarca e Holanda. Os Estados Unidos ficam na 19ª posição, atrás da França. O Brasil continua em 60º lugar no Índice de Desenvolvimento de TIC. A classificação é a mesma do ano passado.

O brasileiro continua a pagar mais na comparação internacional, apesar de desde o ano passado destinar menos de sua renda para os serviços de telecomunicações. Um preço-chave, para a UIT, é o uso de internet veloz, que continua a ser um luxo reservado a poucos.

No Brasil, o preço do pacote de banda larga leva em conta o custo da assinatura e ficaria em média em US$ 34 em paridade de poder de compra (PPC), comparado a US$ 7 em Israel e US$ 20 nos EUA. A PPC corresponde a taxa de câmbio entre duas moedas, calculada conforme a quantidade de cada moeda que é necessária para comprar um determinado produto e serviço idêntico no país.

No caso do telefone celular, o Brasil fica em 121º lugar entre os 159 países no custo dos serviços. Mas levando em conta a paridade de poder de compra, fica em último. O custo por um pacote de 25 chamadas e 30 torpedos é estimado em US$ 42 por mês, comparado a US$ 1 em Hong Kong, US$ 9,8 na Suíça e US$ 14,6 no México.A taxa de penetração de celular no Brasil está próxima da taxa de oito anos atrás na Suécia, por exemplo.

Para a UIT, isso está claramente ligado aos custos dos serviços no país, apesar da redução na tarifa em 2009. O estudo revela diferenças enormes nos preços entre países. No caso da telefonia fixa, o pacote básico no Brasil custa US$ 13,4 pela assinatura, enquanto no Irã seria de apenas US$ 0,20. A média é de US$ 9 nos países em desenvolvimento.

(Fonte: Mídia News)