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Author Archives: Kadu Rachid

Economia

Brasil paga a tarifa de celular mais cara do mundo

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O consumidor brasileiro continua a pagar a fatura mais cara do mundo pelo uso do telefone celular, de acordo com o índice de Paridade de Poder de Compra (PPP), apesar de estar gastando menos de sua renda com esse serviço. É o que mostra a União Internacional de Telecomunicações (UIT) numa comparação entre 159 países.

De 2008 para 2009, o preço da tarifa do celular no Brasil caiu 25%, da banda larga 52% e da telefonia fixa 63%, levando em conta a renda per capita, que aumentou. Mas o relatório da UIT mostra que esses custos continuam elevados e representam “sério obstáculo” ao acesso e desenvolvimento das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) no país. A utilização de TIC aumenta no mundo, enquanto os preços caem. A demanda é mais forte nos países em desenvolvimento, onde as operadoras devem continuar investindo.

Segundo a entidade, o custo de uso de banda larga caiu 42% no mundo, comparado a 25% para celular e 20% para telefonia fixa. A UIT calcula que 57% das pessoas nos países em desenvolvimento tenham agora acesso a celular, comparado a 23% há cinco anos. Os usuários de celular chegarão a 5 bilhões no fim do ano, segundo a entidade. Nos países desenvolvidos, a penetração é de mais de 100%.

Sem surpresa, a população dos países ricos gasta menos de sua renda, em percentual, para ter acesso a tecnologia, do que os consumidores dos países em desenvolvimento. O índice coloca a Suécia como o país mais desenvolvido em termos de acesso, uso e conhecimento de TIC, seguido por Luxemburgo, Coreia do Sul, Dinamarca e Holanda. Os Estados Unidos ficam na 19ª posição, atrás da França. O Brasil continua em 60º lugar no Índice de Desenvolvimento de TIC. A classificação é a mesma do ano passado.

O brasileiro continua a pagar mais na comparação internacional, apesar de desde o ano passado destinar menos de sua renda para os serviços de telecomunicações. Um preço-chave, para a UIT, é o uso de internet veloz, que continua a ser um luxo reservado a poucos.

No Brasil, o preço do pacote de banda larga leva em conta o custo da assinatura e ficaria em média em US$ 34 em paridade de poder de compra (PPC), comparado a US$ 7 em Israel e US$ 20 nos EUA. A PPC corresponde a taxa de câmbio entre duas moedas, calculada conforme a quantidade de cada moeda que é necessária para comprar um determinado produto e serviço idêntico no país.

No caso do telefone celular, o Brasil fica em 121º lugar entre os 159 países no custo dos serviços. Mas levando em conta a paridade de poder de compra, fica em último. O custo por um pacote de 25 chamadas e 30 torpedos é estimado em US$ 42 por mês, comparado a US$ 1 em Hong Kong, US$ 9,8 na Suíça e US$ 14,6 no México.A taxa de penetração de celular no Brasil está próxima da taxa de oito anos atrás na Suécia, por exemplo.

Para a UIT, isso está claramente ligado aos custos dos serviços no país, apesar da redução na tarifa em 2009. O estudo revela diferenças enormes nos preços entre países. No caso da telefonia fixa, o pacote básico no Brasil custa US$ 13,4 pela assinatura, enquanto no Irã seria de apenas US$ 0,20. A média é de US$ 9 nos países em desenvolvimento.

(Fonte: Mídia News)

Política

Os juízes mato-grossenses “afrontaram a ética”, diz o conselheiro Ives Gandra

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O conselheiro Yves Gandra Martins Filho considerou o julgamento dos dez magistrados de Mato Grosso acusados de desviar dinheiro do Tribunal de Justiça como “o mais importante do Conselho Nacional de Justiça, nos últimos tempos”.

Gandra, que relatou o processo disciplinar que aposentou, compulsoriamente, três desembargadores e sete juízes, disse, em entrevista exclusiva ao MidiaNews e ao Olhar Direto, em Brasília, na terça-feira (23), que “em muitos casos, os magistrados têm pouco sentido ético”.

Para o conselheiro, pelo CNJ já passaram matérias sobre questões bem mais amplas, mas, considerando a questão puramente ética e o respeito ao Código de Ética da Magistratura, o julgamento dos magistrados de Mato Grosso foi “mais importante do CNJ”.

Ives Gandra disse entender que os juízes mato-grossenses “afrontaram a ética, criaram regras em benefício próprio para o recebimento de recursos públicos, em detrimento de critérios claros e transparentes. Ele acha que o resultado que o CNJ apresentou para o país, ontem, vai abrir um precedente para outras decisões punitivas dentro do CNJ.

Confira os principais trechos da entrevista de Yves Gandra Martins Filho:

Qual o significado da decisão do CNJ e o efeito prático daqui para frente em relação aos tribunais a esse tipo de procedimento de se punir condutas indevidas?

O que ficou claro nesse processo não foi questão de corrupção, foi questão de desvio ético. Ou seja, usar a coisa pública para fim privado, por mais nobre que fosse o fim privado, não se pode usar dinheiro publico para resolver problema de instituição privada. E o que se viu nesse processo claramente foi que um problema que existia numa determinada instituição, e os juízes que participavam desta instituição, tendo que resolver, encontraram a forma mais simples já que não havia critério para pagamento de atrasados, se pagava para os mais necessitados, se julgaram mais necessitados e se pagaram a si mesmos ou a quem topava servir de intermediário.

A decisão é inédita, e muitos inclusive não esperavam uma postura tão contundente e efetiva por parte do CNJ, que decidiu por unanimidade. O Sr acha que a partir de agora abres-se um precedente pra esse tipo de decisão?

Nesse caso concreto, se vê claramente o código de ética da magistratura nacional vai ser cobrado pelo CNJ. As condutas que estão no código, são para serem vividas, não só para serem idealizadas. Nesse caso concreto, o que se viu foi claramente que as pessoas que cumpriam a administração não tinham dinheiro suficiente para pagar todos, então pagaram-se primeiro a si mesmo. E em valores astronomicamente maiores do que os dos demais magistrados. Isso fere o sentido ético do cidadão comum, muito mais dos magistrados.

Essa decisão é uma demonstração também de que o país esta mudando…

Claro. Cobra-se ética do Executivo, do Legislativo e, muitas vezes se imaginam puxa o poder judiciário , ele tem que viver especialmente a ética, e nós vamos vendo que em muitos casos alguns magistrados tem pouco sentido ético. Quer dizer, vão convivendo com situações como se fossem normais quando não são absolutamente normais. É isso que está acontecendo.

Foi um dos julgamentos mais importantes do CNJ?

Do ponto de vista de exigência de uma conduta ética, de acordo com o código de ética da magistratura nacional, é a mais impactante efetivamente.

O senhor vai recomendar ao Ministério Publico Federal que se abra uma investigação para que o dinheiro seja devolvido?

Como nós verificamos que não só os pagamentos foram privilegiados, mas também foram pagas parcelas já prescritas, com índices bem mais benéficos para os magistrados, com rubricas que eram indevidas para magistrados estaduais e coisas do gênero, não só que sejam aposentados, mas que devolvam o dinheiro que receberam indevidamente, Isso cabe ao Ministério Público.

(Fonte: Mídia News)

Esportes

Inter estreia com vitória na Libertadores

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Se faltou futebol, qualidade, organização, sobrou raça, entrega, dedicação. Foi no suor dos jogadores e na força da torcida que o Inter quebrou o tabu de nunca ter vencido em estreias na Taça Libertadores e despachou o Emelec de virada, por 2 a 1, na noite desta terça-feira, no Beira-Rio. Os gols foram marcados por Nei e Alecsandro.
Com claros problemas de articulação, o time foi empurrado no segundo tempo por uma torcida inflamada, composta por quase 40 mil pessoas, na estreia do goleiro Pato Abbondanzieri. O Emelec saiu na frente, mas o Colorado virou com um golaço de Nei e com Alecsandro, aos 42 minutos finais do jogo.
O resultado deixa o Inter na segunda colocação do Grupo 5, atrás do Cerro, do Uruguai, no saldo de gols. O time de Jorge Fossati volta a campo pela Libertadores no dia 11 de março, na altitude de Quito, contra o Deportivo.

(Fonte: G1)