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Análise – Histórico de eleições mostra chance de apenas 5 nomes para 2018

Atualmente, além de fatores como ter menos de 7% agora é mortal, Lula e Bolsonaro líderes e a competitividade “do PT”, a grande dúvida mesmo está na taxa do “não voto”

história dificilmente se repete e o Brasil tem poucas eleições diretas para presidente na atual fase democrática (apenas 7 disputas). Ainda assim, não custa analisar o que mostra o cenário atual à luz do que já se passou em campanhas presidenciais.

Nas 7 disputas (1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014), os candidatos que venceram ou foram ao 2º turno já estavam sempre com, no mínimo, 7% nas pesquisas de intenção de voto a esta altura da disputa.

Veja a compilação de todas as pesquisas nas eleições presidenciais passadas:

“NÃO VOTO” É RECORDE

Como se observa, chama a atenção 1 fato relevante no atual ciclo eleitoral: nunca a taxa de “não voto” foi tão alta.

Neste momento, segundo o DataPoder360 da última semana de junho, os que dizem votar em branco, nulo, afirmam estar indecisos ou não respondem é de 40% a 42%, a depender do cenário testado.

Nas eleições anteriores, o “não voto” em junho era de, no máximo, 30% –na disputa de 2014, justamente a que já sinalizava a grande polarização da sociedade brasileira, hoje elevada ao paroxismo.

O que isso significa? Que possivelmente o número de não votantes (ou que votam em branco ou nulo) possa ser recorde em 7 de outubro. Há indícios que sinalizam esse desfecho quando se observa o que se passou em disputas recentes.

Essa tem sido uma tendência em disputas eleitorais recentes. No Tocantins, em junho de 2018, a taxa de “não voto” foi de 52% numa eleição suplementar para governador. No Amazonas, que também escolheu 1 governador tampão em 2017, o “não voto” ficou perto de 40%.

Muitos candidatos hoje em baixa nas pesquisas argumentam que esse contingente de “não voto” ainda está disponível para ser conquistado –e que é ali que todos pretendem pescar mais apoios. Isso não é impossível, mas parece improvável a esta altura da corrida pelo Planalto.

A disputa de 2018 está parecida, em certa medida, com a de 1989. Naquele ano, o eleitor queria mudança e os extremos foram favorecidos.

Agora, o cenário também favorece –pelo menos por enquanto– as pontas do espectro político. Jair Bolsonaro (PSL) aparece pela direita. Pela esquerda, por enquanto está posicionado Ciro Gomes (PDT). Mas o potencial de 1 nome do PT é enorme, como mostra o DataPoder360 sobre a possível transferência de voto de Lula para algum aliado.

Em 1989 havia candidatos respeitáveis de centro. É possível citar 3: Ulysses Guimarães, Mário Covas e Guilherme Afif. Eles até esboçaram alguma competitividade, mas ficaram para trás ao longo do processo.

Hoje, Geraldo Alckmin (PSDB) tem feito propagandas em vídeo para a internet exaltando sua experiência. Numa delas, afirma que está filiado ao seu partido há 30 anos. Ocorre que uma parcela enorme do eleitorado não dá valor a esses predicados. Aliás, isso (ser político experiente e fiel a uma legenda) é considerado mais 1 defeito do que uma qualidade.

Outros que fazem propagandas ou têm discursos parecidos ao de Alckmin são Henrique Meirelles (MDB) e Guilherme Afif (PSD). Têm obtido pouca aderência no eleitorado.

 

Matéria divulgada anteriormente pelo Poder360.

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